"Os cutups tornam explícito um processo psico-sensorial que está acontecendo o tempo todo de qualquer jeito. Alguém está lendo um jornal, seu olho segue a coluna do modo aristotélico apropriado, uma ideia e uma sentença de cada vez. Mas subliminarmente ele está lendo as colunas de ambos os lados e está consciente da presença da pessoa sentada ao seu lado. Isso é um cutup. Eu estava sentado numa lanchonete em Nova York tomando meu café com roscas. Estava pensando que a gente realmente se sente um pouco encaixotado em Nova York, como que vivendo numa série de caixas. Olhei pela janela e lá estava um grande caminhão de mudanças. Isso é um cutup - uma justaposição do que está acontecendo fora com o que você está pensando." (William Burroughs, Entrevista a Paris Review).
"Mas seja como for hão de desprezá-lo e portanto comece por dizer o que tem a dizer." (Henry Miller, carta à Lawrence Durrell, verão-1936).
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