segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"Quem pressente a fatalidade que se esconde na estúpida inocência e credulidade das "ideias modernas", e mais ainda em toda a moral cristã [...]: esse sofre de uma angústia a que nenhuma outra se compara - ele apreende com um só olhar tudo aquilo que,  havendo uma favorável reunião e intensificação de forças e tarefas, ainda se poderia cultivar de dentro do homem, ele sabe, com todo o saber de sua consciência, como o homem está ainda inesgotado para as grandes possibilidades, e quantas vezes o tipo homem já defrontou decisões misteriosas e caminhos novos: - sabe igualmente,  a partir de sua lembrança mais penosa, contra que coisas lamentáveis um ser em evolução, de categoria superior, habitualmente se chocou, se despedaçou, naufragando, tornando-se ele mesmo lamentável. A degeneração global do homem, descendo ao que os boçais socialistas vêem hoje como o seu homem do futuro - como o seu ideal! -, essa degeneração e diminuição do homem, até tornar-se o perfeito animal de rebanho (ou, como dizem eles, o homem da "sociedade livre"), essa animalização do homem em bicho-anão de direitos e exigências iguais é possível, não há dúvida! Quem já refletiu nessa possibilidade até o fim, conhece um nojo a mais que os outros homens - e também, talvez, uma nova tarefa!..." (Nietzsche, Além do Bem e do Mal).  

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